04 maio, 2010
Chamado de Liz Coleman para a reinvenção da educação artística liberal
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"Na verdade, a educação em artes liberais já não existe mais, pelo menos a autêntica educação em artes liberais, neste país. Nós profissionalizamos tanto as artes liberais ao ponto delas não oferecerem mais a amplitude de aplicação e capacidade intensa de compromisso cívico, o que é sua marca registrada. No século passado o especialista destronou o generalista instruído, para se tornar o único modelo de realização intelectual.
A especialização certamente teve seus grandes momentos. Mas o preço de seu predomínio é enorme. As matérias são divididas em pedaços cada vez menores, com ênfase crescente no que é técnico e obscuro. Conseguimos até transformar o estudo da literatura em algo enigmático. Você pode até achar que entende o que está acontecendo naquele romance da Jane Austen. Isto é, até você dar de frente com o desconstrutivismo pós-moderno."
01 maio, 2010
O auto-didata
O mundo não leva muito a sério o autodidata. Ignora, pois sente a necessidade do endosso e das insígnias prateadas dos anos em que se passa dentro de uma instituição.
Em meio à sociedade tecnocrata, utilitarista e pragmática, o véu do diploma, a necessidade da formação especializada, documentada, da dependência de tutores e instituições que possam anexar uma formação no currículo se faz quase uma obrigatoriedade.
Muitos não levam a sério aquele que se lança na empreita de adquirir o conhecimento de forma autodidata. O autodidata não adquire o conhecimento sozinho, uma vez que o verdadeiro autodidata trabalha, vivencia, compartilha e também absorve o conhecimento dos seus próximos, a única diferença é que não se apega a uma instituição para endossar aquilo que sabe.
Assim é o sistema; assim é o preconceito das pessoas que acham que é necessário cursar uma faculdade, fazer um curso, pagar para obter o conhecimento. A grande maioria das pessoas até pensam ser impossível aprender por si só, uma vez que elas não conseguiriam; nesse sentido, eu penso que é só tentar e se esforçar.
Não sou contra as instituições e tutores, do sistema educacional, do diploma. Sou contra ao preconceito e a falta de consideração para com aqueles que conseguem aprender por seu próprio esforço. Defendo mudar essa forma de ver o mundo estigmatizada e que as pessoas dessem mais valor e mérito aos autodidatas. Defendo que as pessoas sejam quistas pelo seu conhecimento, não por seus diplomas.
23 abril, 2010
Alguns aforismos
O única coisa que pode chegar próximo da verdade absoluta é essa crença, essa certeza íntima, as vezes apaixonada e cega, que os homens fazem de suas próprias convicções.
O conhecimento pode abrir diversas janelas em nossa própria percepção, só a ação pode abrir as portas.
Toda nossa percepção de realidade é limitada, seja num sentido "a posteriori" ou "a priori". A lacuna entre ser perfeito e imperfeito é exatamente ter total percepção da realidade.
A realidade é uma subcriação de nossa mente, que por sua vez é subcriação do espírito. Os processos que fazem minar a consciência da realidade em nossos maquinismo mental é decorrente de vastas e complexas interações de conhecimentos e experiências arquivadas em nossas memórias. Ora se uma realidade interna se expressa por meio de um acervo de nossas memórias e experiências (que também são memórias) a realidade é criação nossa e ela não é, pelo menos ontologicamente, do jeito que nós a criamos.
A ignorância pode ser uma necessidade por vezes. A ignorância pode ser o não saber, ou o não compreender, ou o não desejar compreender.